Fisioterapia respiratória

Junto com os caminhos da medicina de hoje, norteados pela tecnologia digital, a Fisioterapia Respiratória representa um avanço na área da saúde e não necessariamente incorpora a informática ou os raios laser. Prova disso é que a Fisioterapia Respiratória em ambulatório, através de métodos simples, vem alcançando grandes resultados preventivos e curativos. Trata-se de um processo terapêutico, que envolve condutas e manobras específicas realizadas pelo fisioterapeuta, em sua maioria com movimentos com as mãos que têm a finalidade de buscar o melhor desempenho funcional do aparelho respiratório.

A Fisioterapia Respiratória é indicada para pacientes portadores de asma, bronquite, rinite e sinusite, dentre muitas outras doenças do sistema respiratório. Nas últimas anos este processo tem evoluído muito com resultados cientificamente comprovados. É um trabalho cada vez mais essencial nos grandes centros urbanos onde encontramos a cada ano um número maior de pessoas com problemas respiratórios, provocados principalmente pela poluição resultante do crescimento desordenado.

A maioria dos pacientes portadores de rinite e asma tem um tipo de respiração inadequada, geralmente pela boca devido a obstrução constante do nariz nos casos de rinite, e uso da musculatura acessória da respiração ao invés do uso dos músculos principais. O trabalho da fisioterapia respiratória visa, principalmente nesses casos, orientar o paciente sobre a maneira mais correta de respirar explorando a musculatura mais adequada para isso e com menor gasto possível de energia.

É importante ressaltar que, do ponto de vista geral, todo paciente com asma, rinite e sinusite, independente de sua faixa etária, representa um candidato em potencial para a fisioterapia respiratória, sendo que as medidas fisioterápicas devem ser adotadas com o máximo de precocidade, de modo a prevenir o desenvolvimento de vícios posturais e deformidades estruturais, tanto da face quanto da caixa torácica, muito comum nesses pacientes.

Os resultados podem ser alcançados com o emprego de um grupo de condutas relacionadas a seguir:

  • Educação e conscientização do paciente sobre seu problema, valorizando as medidas de prevenção e tratamento;
  • Orientação pedagogica sobre a forma correta e mais adequada de respirar;
  • Programação de exercícios coordenados com a respiração, de forma a assegurar resultados essenciais, como alongamento muscular, fortalecimento muscular, mobilização da caixa torácica, correção das alterações estruturais e defeitos posturais;
  • Empregos de métodos específicos para a desobstrução das vias aéreas quando necessário, incluindo lavagem nasal, drenagem postural, vibração, percussão, pressão respiratória, tosse assistida, etc.
  • Orientação sobre posturas adequadas e de relaxamento a serem adotadas nos períodos de crise;
  • Orientações básicas sobre o uso correto da inalação e das bombinhas; hidratação, atividades físicas mais indicadas para cada caso, etc.

Com a utilização regular e bem orientada dessas medidas têm sido obtidos bons resultados , com nítida melhora dos sintomas e aumentos dos intervalos de tempo entre as crises e indiscutível recuperação do estado geral dos pacientes.

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